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Atitudes simples e objetivas para fazer poucos minutos antes daquela difícil entrevista de emprego
Quando você está diante de uma situação
difícil ou desafiadora, como uma entrevista para um emprego que você
precisa ou deseja muito, é comum sentir-se um pouco incomodado. Mas é
mais fácil lidar com esse sentimento do que você pensa.
Há algumas
maneiras de aumentar sua confiança e, consequentemente, sua performance.
O site Business Insider buscou estudos científicos para mapear algumas
estratégias simples e que podem ser feitas em alguns minutos. Mas, antes
de tudo, lembre-se de relaxar.
Acerte sua postura
Inspirar-se - e adotar - a linguagem corporal de uma pessoa que você
acredite ser poderosa vai fazer você se sentir mais poderoso também,
segundo estudos científicos. Um exemplo simples? Lembra da Mulher
Maravilha? Inspire-se. Minutos antes de entrar em uma sala para uma
entrevista, separe seus pés, coloque as mãos na cintura e levante seu
queixo.
Escolha a música certa
Não é somente impressão.
Colocar uma música alta, que te coloque para
cima e te satisfaça antes de uma entrevista ou de uma reunião, irá fazer
a diferença. Um estudo mostrou que quem ouve músicas de 'alta potência'
como "We Will Rock You" tem uma performance mais confiante do que quem
ouve músicas menos vibrantes.
Vista-se de modo formal
Em muitos escritórios, a maneira como os funcionários se vestem
tornou-se informal e até mesmo casual. Mas não ache que isso dispensa
você de escolher bem a roupa que irá usar ao ser entrevistado.
Um estudo
mostrou que candidatos que foram vestidos de modo mais formal (e não
casual) conseguiram falar e se expressar melhor. Um fenômeno associado
ao sentimento de poder.
Fale em tom baixo
Baixar a entonação da voz pode fazer você se sentir mais confiante,
mostrou um estudo. Estudantes que leram um texto em voz mais baixa do
que o tom normal deles ficaram mais propensos a descreverem a si mesmos
com adjetivos como "dominante" e "ativo" - em comparação a estudantes
que leram em um tom mais alto ou permaneceram em silêncio.
O
interessante é que esse sentimento vem do nosso subconsciente.
Borrife um perfume
Um estudo notou que homens utilizando spray de desodorante com perfume
se sentiam mais confiantes do que os que não usavam o produto. Outra
pesquisa também revelou que mulheres que viram vídeos comerciais com
homens usando desodorantes se sentiram mais atraídas por eles mesmo sem
poder sentir o cheiro.
Estabeleça rituais
Realizar rituais pode te ajudar a diminuir a ansiedade ou aumentar a
confiança antes de eventos difíceis. Um estudo mostrou que alunos que
levaram amuletos da sorte antes de um teste de memória se saíram melhor
do que os não levaram.
Escreva sobre um tempo em que você se sentiu poderoso e confiante
Simplesmente pensar sobre o dia em que você teve poder ou se sentiu
confiante pode mudar a forma como você se comporta.
Em um estudo,
estudantes que escreveram sobre um dia em que eles tiveram algum tipo de
poder sobre outras pessoas foram selecionados como mais influentes que
aqueles que escreveram sobre um dia ou um tempo que se sentiram fracos e
desanimados.
Fontes dos estudos que embasaram as dicas: Scientific American,
Psychological Science, Internacional Journal of Cosmetic Science, Social
Psychological & Personality Science, Journal of Personality and
Social Psychology
Deixar as decisões importantes para depois prejudica a vida pessoal e profissional
Por Luiz Carlos Cabrera
Tenho observado um comportamento nos jovens profissionais que muito
me preocupa. Trata-se do ato de procrastinar, verbo definido pelo
dicionário Aurélio como “transferir para outro dia, adiar, delongar”. No
jargão popular, procrastinar é o velho “empurrar com a barriga”.
É
muito comum que os jovens deixem para depois uma série de decisões
sobre suas vidas pessoais e suas carreiras. Parece haver uma enorme
dificuldade em lidar com questões, enfrentar conflitos e encerrar
ciclos. Conheço muitas pessoas que adiam decisões importantíssimas, como
sair da casa dos pais, casar, ter filhos ou deixar uma empresa.
Decisões que deveriam ter sido tomadas há muito tempo. Por quê? O que
falta aos jovens talentos para que possam tomar suas decisões?
A
primeira reação é culpar a conjuntura. Será? A segunda reação é culpar a
dificuldade que os jovens têm de fazer um bom diagnóstico. Será? A
terceira reação é culpar os pais dessa nova geração, como faz o grande
educador Bernardo Toro que costuma dizer que esse problema deriva de um
excesso de protecionismo dos pais, que mantém os filhos distantes da
realidade e assumem eles mesmos as decisões que deveriam ser tomadas
pelos jovens. Será?
A verdade é que há um
contrassenso nesse assunto. Os executivos costumam decidir rapidamente
quando se tratam de problemas práticos do trabalho, mas derrapam no
plano mais pessoal. Há um conjunto de decisões que são procrastinadas,
como investir no aprendizado de uma língua estrangeira, terminar um
relacionamento que se arrasta, ter uma discussão ampla sobre o seu
futuro com o seu chefe, falar sobre sua insatisfação com sua
remuneração... Tudo se arrasta na esperança de que o tempo resolva. Mas o
tempo não resolve.
Isso apenas drena a
energia, prejudica o foco e impede que os profissionais assumam novos
desafios. O ato corajoso de se conhecer melhor para saber quais
problemas precisam ser resolvidos previne a síndrome da procrastinação e
evita que a sua saúde e seu desempenho sejam afetados. Não empurre para
frente. Enfrente seus medos, seus fantasmas e feche seus ciclos. Você
será uma pessoa melhor, mais feliz, mais produtiva e mais útil para a
sociedade. E a nossa sociedade está precisando – e muito – de todas as
competências disponíveis.
O Facebook Mentions é um app do Facebook para poucos. Para usar esse
aplicativo em especial é preciso ter uma página ou um perfil reconhecido
como oficial pela empresa. O objetivo do Mentions é de facilitar a
interação entre famosos ou páginas oficiais e os seguidores.
Uma
vantagem é a possibilidade de fazer streaming de vídeos ao vivo. Isso
foi lançado recentemente pelo Facebook—mas só pode ser feito por meio do
Mentions. O app já existia para iPhone, mas foi lançado nesta semana
para Android.
O Coach.me é um aplicativo para treinos. Ele tem diversas opções para
quem quer melhorar em algum aspecto. As alternativas passam por treinar
um instrumento, aprender uma nova língua, ser mais saudável ou ter uma
vida mais feliz.
Pessoas podem adicionar uma rotina de treino para que
outros usuários alcancem seus objetivos. O app usa o sistema de
notificações para lembrar o aprendiz a focar na sua tarefa.
O PuppyLook é o app certo para quem quer cuidar dos animais de
estimação. Ele usa o local (obtido por GPS ou digitação) para mostrar
quais são os estabelecimentos próximos que irão auxiliar o bichinho.
Ele
tem diversos pet shops e veterinários cadastrados no aplicativo. Com um
cadastro, o usuário ganha a possibilidade de cadastrar seus animais no
aplicativo. Outra área do app é dedicada à adoção. Lá, estão listados
animais para adoção com informações sobre o bicho e seu comportamento.
O Wildcard é uma alternativa para quem quer ler e encontrar notícias no
smartphone. Ele tem um visual bacana e funciona de maneira interessante.
Como o nome sugere, o conteúdo é dividido em cartões (cards).
Inicialmente, são exibidos cartões de assuntos e não matérias
independentes. A coleção conta com diversos artigos sobre um determinado
assunto.
Depois disso, o usuário pode ler apenas o início de cada matéria ou
entrar e ler o texto completo. Um benefício é usar a leitura completa
dentro dos cartões—com isso, é exibido apenas o texto, consumindo menos
do pacote de internet do smartphone. Um ponto negativo do aplicativo é
que todas as matérias estão em inglês.
O Solar Explorer coloca o sistema solar na tela do smartphone. Ele deve
ser interessante para pessoas que gostam de ciência ou então para
crianças e jovens que estejam estudando o assunto e queiram um pouco de
interatividade.
O usuário pode visualizar o sistema todo de uma vez ou
foco em planetas ou asteroides importantes do nosso sistema (Plutão está
dentro da categoria de asteroides, para os amantes do ex-planeta).
A Microsoft anunciou novidades interessantes para o Skype--que está com
10 anos de idade já. Agora, será possível fazer chamadas de vídeo em
grupo pelo aplicativo. O recurso, no entanto, está sendo liberado aos
poucos. Para usufuir da novidade é preciso fazer um pré-cadastro em um
site especial (que você pode acessar clicando aqui). O usuário receberá um e-mail notificando assim que puder usar o novo recurso.
Especialista
em carreira e gestão empresarial, Gehringer comenta sobre seu novo
livro, diz que a atual crise pode oferecer oportunidades profissionais e
pede paciência aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho
Após comandar grandes empresas e
participar ativamente das transformações pelas quais o mundo corporativo
vivenciou no Brasil nas últimas décadas, Max Gehringer tem um conselho
muito claro para os jovens: paciência. "Hoje, parece que as pessoas se
formam e já entram em uma empresa esperando a primeira promoção. Há uma
certa impaciência para que as coisas aconteçam", diz o administrador e
autor de diversos livrossobre carreiras e gestão empresarial.
Para Gehringer, o "jovem tem todo direito de ser ambicioso", mas há uma
certa pressa para viver o crescimento profissional — e essa pressa,
segundo ele, só prejudica.
Com uma visão mais tradicional do mundo corporativo — dessas que não se
adapta ou modela à qualquer startup que hoje vemos por aí —, Gehringer
aconselha que o jeito mais seguro para evitar uma demissão é
simplesmente preparando-se muito para isso. Na prática, significa fazer
diversos cursos complentares a seu emprego, não parar de estudar e se
provar muito esforçado. "Desse modo, dificilmente você vai ser
dispensado. Mas se for, será a pessoa mais bem preparada para arrumar um
emprego", afirma.
Gehringer sabe o que está falando. Sua carreira começou em uma antiga
fábrica da Cica, localizada em Jundiaí (SP), quando trabalhou como
office-boy. Naquele tempo, conseguiu formar-se em administração de
empresas e construiu uma trajetória de sucesso que o tornou um dos
executivos mais cobiçados do Brasil nos anos 1990. Presidiu a Pepsi-Cola
Engarrafadora e a Pullman, além de ter dirigido a Elma Chips e a
PepsiCo Foods nos EUA. Na virada dos anos 2000, deixou a liderança no
mundo corporativo para aconselhar milhares de brasileiros sobre como ser
um funcionário melhor, obter um aumento ou lidar com os seus chefes ou
subordinados.
Nos últimos quinze anos, palestrou para mais de mil
empresas e tornou-se um dos mais populares comentaristas de carreira, ao
entrar para o time da CBN e ganhar um quadro no Fantástico. Colunista
de várias revistas, Gehringer também escreveu diversos livros, entre os
mais famosos, "Aprenda a Ser Chefe" e "Comédia Corporativa".
Neste mês, é a vez de lançar "Todas as Respostas - O que a Bíblia
ensina sobre Carreira e Empregos" (Editora Benvirá, grupo Saraiva), um
livro que promete conselhos profissionais utilizando somente trechos
bíblicos. Fruto de 13 anos de trabalho, Gehringer afirma ter escrito a
obra sem pressa, esperando encontrar os trechos bíblicos precisos para
366 dúvidas de ouvintes que recebia por meio do rádio. Há inspirações
para temas como inveja, acomodação, camaradagem, desobediência, castigo e
aumento. Em entrevista, ele comenta alguns desses tópicos, o
relacionamento dos chefes com a geração Y e como se preparar
profissional e pessoalmente para enfrentar um mercado em crise:.
Em "Todas as Respostas", você aborda tópicos que vão desde a
inveja até assuntos mais contemporâneos, como a acomodação no mercado de
trabalho e a relação com o chefe. Quais questões o senhor considera
como os maiores desafios e problemas que profissionais enfrentam hoje?
Pouquíssimas coisas que existem hoje e que fazem parte do nosso dia a
dia existiam quando os livros bíblicos foram escritos. O que permaneceu
da mensagem básica da Bíblia é o "não faça com o outro o que você não
quer que façam com você", que serve para o chefe, por exemplo. Não trate
seus funcionários da maneira como não gostaria de ser tratado pelo seu
chefe e respeite a pessoa que está do seu lado — você não sabe de quem
vai precisar um dia. São lições milenares, que se repetem e são
aplicáveis no dia de hoje. Mas levei em conta que a grande maioria das
mensagens que recebo envolve relacionamento: "alguém não gosta de mim",
"alguém tem inveja de mim", "alguém quer puxar meu tapete"," alguém quer
furar meu olho", "eu não tenho sorte na vida".
São problema de relacionamento, então, que mais afetam os brasileiros nas empresas?
Tenho impressão de que até historicamente o brasileiro, de modo geral,
sempre gostaria que alguém fizesse alguma coisa por ele. Ele está sempre
esperando que alguém faça. Como povo, nós somos muito mais reativos do
que proativos. É aquela coisa de pensar que o governo não está fazendo
algo por mim, os políticos não estão, a minha empresa não está.
Mas, ao
mesmo tempo, não há aquela proatividade de dizer "bom, se alguem não
está fazendo nada por mim, eu vou fazer algo por mim para resolver a
situação". Parece que somos mais de reclamar e esperar do que partir
para alguma decisão que vai mudar radicalmente a nossa vida. Quando as
pessoas me escrevem têm muito do componente "acho que alguém deveria
estar fazendo algo por mim e não está". E sempre que respondo, procuro
sugerir que a pessoa tente ela mesma fazer alguma coisa —
independentemente da situação que a levou a reclamar.
Em um dos tópicos do livro, o senhor fala sobre quando o chefe
pede ideias, mas não acata nenhuma das sugestões. E a lição que traz é
"continue sugerindo, você está bem, porque está fazendo sua parte". Essa
é uma reclamação constante das pessoas?
Há muito disso sim. Principalmente de pessoas que escrevem para dizer
que não querem dar ideias por medo que sejam roubadas. Ou que oferecem
muitas sugestões e as sugestões não são aceitas. É que cada caso é bem
diferente do outro.
Às vezes, duas pessoas que escrevem coisas muito
parecidas, podem estar vivendo situações diferentes. Mas acho que dar
sugestões é sempre algo positivo e também sugestões fora da área que
atuamos. Se você já passou por alguma empresa que tem uma caixa de
sugestões, sabe que é divertido de ver a pessoa da contabilidade
sugerindo ideias para a área de vendas.
O problema é que quando estamos
em uma empresa, o que esperamos é que quem está fazendo a mesma coisa
oito horas por dia a vida inteira enxergue o que está fazendo e ofereça
uma melhora — mas não uma melhora naquilo que os outros estão
fazendo. Esta é uma reclamação comum: de gente falando do trabalho dos
outros.
E existe muita gente hoje confusa no mercado, porque um fator que era
um tremendo diferencial até a década de 1990 era o fato de que pouca
gente tinha curso superior no Brasil. Mas hoje praticamente todo mundo
tem. Não é mais difícil ter um curso superior. Mas ainda há aquele
vestígio do passado de que se a pessoa tivesse um curso superior já
teria um futuro garantido. Muitas mães disseram isso para filhos quando
eles partiram para curso superior e hoje percebemos que o maior índice
de desemprego no mercado de trabalho é o de jovens, de 18 a 25 anos, que
possuem curso superior.
Quais as consequências desse pensamento na carreira dos jovens?
É logico que quem se forma e vai para o mercado não encontra a
facilidade que talvez esperasse encontrar e fica extremamente confuso.
Aceita um trabalho que é inferior ao estudo que tem e, portanto, à
capacidade que pensava ter. Outro fator que eu vejo muito é uma certa
impaciência: qualquer coisa ou problema que acontece as pessoas já
pensam que devem pedir as contas. Raramente pedir é a melhor solução.
Pedir as contas é algo que se de que fazer lá na frente. Biblicamente,
somos ensinados a ter paciência, a suportar certas situações, a tentar
entender porque as coisas são como são e não achar que tudo está contra
nós, não pensar que há uma conspiração mundial focada em nos
prejudicar.
Podemos dizer que hoje vemos um movimento específico desses
jovens: muitos, quando veem que o diploma que têm não lhe garantem
emprego, fazem um monte de cursos sem nenhum plano ou objetivo
específico. É essa a percepção do senhor, de que há tanta oferta hoje
que as pessoas até ficam um pouco meio perdidas sobre o que e onde
estudarem?
Sem dúvida. Outra facilidade que virou dificuldade é a quantidade de
cursos superiores diferentes que hoje existem no Brasil. Não tenho
número certo, mas a última vez que vi a listagem do Ministério da
Educação contei quase 180 cursos diferentes. Ou seja, as gerações
anteriores tiveram que optar por, no máximo, uma dúzia de cursos.
Hoje,
há 180. No meio desse total, existem certos cursos que têm nomes muito
atrativos, como oceanografia e engenharia ambiental. É claro que os
jovens veem esses cursos e pensam, "que legal, vou estudar engenharia
ambiental porque ajudarei a melhorar o mundo". Mas, ao se formarem,
descobrem que não existe tantas vagas para comportar todos os formandos
desse curso. Aí ele pensa, "vou fazer mais cursos, pós-graduação,
intercâmbio...". E a situação vai ficando cada vez complicada.
Algo que eu sempre sugeri é: faça um curso conservador, administração,
por exemplo.
Comece a trabalhar e, depois, dentro da empresa, veja para
onde você se encaminha e comece a fazer cursos de especializão naquela
área. Porque aí você tem plano, direção e futuro. Não é preciso colocar
isso necessariamente no papel e dizer: daqui um ano ou dois anos, eu vou
fazer isso. Mas é preciso ter uma direção e, para isso, é muito melhor
começar com um curso mais genérico e depois ir particularizando com o
passar do tempo e da situação que a própria pessoa desenvolve para ela
dentro da empresa. Em vez de ficar achando que uma tonelada de diploma
vai compensar a falta de um quilo de experiência.
Você vê certa impaciência dos jovens? No sentido de se
frustarem rapidamente, exigir uma promoção ou ascensão rápida ou não
estarem satisfeitos com o chefe direto?
Vejo, sim. Sempre disse para mim mesmo que talvez tenha vindo de uma
das últimas gerações, senão a última, que não tinha ambição quando era
jovem. Com pais — como era meu caso — que só tinham concluído quatro
anos de escola, ter um filho que fizesse oito anos de escola já era o
dobro do que eles tinham conseguido. Hoje, oito anos de escola não é
nada. Nunca fui cobrado em casa a estudar, para que com aquele estudo
conseguisse uma posição de comando em uma empresa. Hoje, parece que as
pessoas se formam e ja entram em uma empresa esperando a primeira
promoção. Há uma certa impaciência para que as coisas aconteçam.
Como é o jeito certo de esperar por uma promoção?
Acho que todo mundo esquece quem tem uma carreira estupidamente
bem-sucedida no mercado de trabalho — em 25 ou 30 anos — vai ser
promovido no total de sete vezes.
Lembrando que isso é sem contar
aquelas promoções que parecem promoções mas não são, de auxiliar júnior
para auxiliar pleno, para auxiliar sênior etc. No fundo, continua sendo
auxiliar. Porque sempre falo para as pessoas que existem dois tipos de
promoção. O primeiro é quando você não manda em ninguém e então passa a
mandar. A segunda promoção ocorre quando a pessoa que é seu subordinado
passa a ter um subordinado também. Isso vai ocorrer ao menos sete vezes
para você chegar à presidência de empresa. Agora, se vai ocorrer sete
vezes em trinta anos, não adianta querer que aconteça quatro vezes em
cinco anos.
Então, há esse certo desespero de "já estou trabalhando há
três anos e ainda não fui promovido". Por um lado, existe a soma da
ambição de que a coisa aconteça, e todo jovem tem direito de ser
ambicioso. Mas há também a pressa para que isso aconteça. A ambição não
prejudica, a pressa sim. E aí, no fim, coloca toda a culpa por algo não
acontecer no chefe.
Os chefes tem alguma 'culpa' nessa história. Há muita gente que
defende que, com a mudança nas estruturas corporativas tradicionais, os
chefes não sabem lidar com a geração Y. O senhor acredita nisso?
Não, não acho isso. Sempre digo, principalmente quando falo para
jovens, que nenhum empregado no mundo até hoje, nem no Brasil, foi
admitido por uma empresa tendo como uma de suas atribuições avaliar o
desempenho do chefe. E essa é justamente a primeira coisa que todo mundo
faz.
O cara está dez dias na empresa e já está dizendo que seu chefe é
incompetente. E ele não percebe que é como se dissesse que a pessoa que
promoveu seu chefe, que deve ter 15 ou 20 anos de empresa e ocupa um
cargo de gestão, promoveu seu chefe de maneira errada. É pensar: ele não
merecia e eu, que acabei de chegar, estou começando agora a carreira e
já tenho condições de avaliar que meu chefe é incompetente.
Por outro lado, todo mundo que chega no mercado de trabalho, chega com
um tipo de educação em casa que ja não é tão feroz como foi em gerações
passadas. O jovem hoje tem mais liberdade para falar, agir, pensar,
passear, ir para rua, fazer passeata e essa situação não se replica numa
empresa. Existe a necessidade de se acostumar com isso. Ou seja, ver
que entrou num mundo diferente. Esse universo empresarial é diferente do
universo que eu conheci, é mais hermético, os chefes são mais severos
porque são cobrados pelos resultados.
Então, na minha cabeça, eu
pensaria que caberia a mim, como subordinado, fazer com que o chefe saia
bem na fita. E não ficar avaliando se ele é o chefe que eu gostaria de
ter ou não. Isso foi o que o destino me deu por enquanto. Vou aproveitar
esses meses ou anos que passarei no emprego para aprender o máximo que
posso e, um dia, quando me tornar chefe, tratarei as pessoas do modo que
eu gostaria de ter sido tratado no meu primeiro emprego.
Em outro tópico do livro, o senhor discorre sobre emoção,
incentivando que as pessoas demonstrem seus sentimentos no ambiente
corporativo e, defendendo, que "até jesus chorou". Há um um limite ou
ideal entre o funcionário que só responde "sim" e aquele que expressa
ativamente o que sente e acha?
Varia muito de empresa para empresa. Tem empresa que não aprecia muito
manifestações emocionais durante o expediente, é mais rígida. Existem
outras que incentivam. Trabalhei nos dois tipos.
Em uma a emoção parecia
livre, as pessoas podiam se abraçar de manhã quando chegavam para
trabalhar. E em uma outra, tínhamos de ficar a três metros um do outro.
Eu sempre gostei mais de trabalhar em empresas onde as emoções brotassem
mais facilmente, porque assim a gente aprendia a conhecer melhor o
outro. E tenho a impressão de que a pessoa que consegue manter um padrão
assim de seriedade, oito horas por dia, não está revelando quem ela
realmente é.
Todos nós somos mais ou menos emocionais. Quando eu
trabalha em empresa, chorava muito. Chorava principalmente em momentos
de alegria, era quando meus olhos lacrimejavam. A gente tem tantas
emoções que ocorrem, pelo bem ou pelo mal, e que a gente precisa
desabafar. Mas existem várias maneiras.
Tem gente que acha que é melhor
desabafar dando soco na parede, chutando cesto de lixo ou ofendendo o
próximo. É uma decisão de cada um.
Ou seja, entender o que aquele ambiente exige, sem ficar muito preso a uma estrutura?
É entender o que nós somos e o que a empresa espera que nós sejamos. E
quando as coisas definitivamente não batem, aí sim, está na hora de ir
para outro lugar. É quase impossível alguém que diz, "eu trabalho em
empresa que é..." e, aí, dá uma descrição que não bate em quase nada com
o que a pessoa é.
Na minha cabeça, é mais ou menos óbvio que o
funcionário não vai conseguir mudar a empresa — ele é que precisa mudar
em função da empresa. E se ele sentir que isso vai ser impossível,
precisa procurar uma empresa que seja mais parecida com ele. É por isso
que existe uma coisa chamada entrevista.
Esse "entre", primeira parte da
palavra, significa "duas mãos". Todo mundo imagina que em uma entrevisa
é só para responder o que perguntam, quando na verdade é pensar em
quais perguntas fazer para a empresa. Assim, a pessoa também pode tomar
uma decisão se for chamada, pensar se aquele é um lugar em que ela
realmente quer trabalhar. Mas pouca gente faz isso.
Em outro tópico, o senhor comenta especificamente sobre castigo
e obediência e cita um trecho bíblico que diz: “Prudente vê o perigo e
toma preucações, mas o ingênuo segue adiante e paga o preço". O que é
ser um funcionário ingênuo?
É simplesmente uma questão de tomar decisões. Quando a gente é jovem e
tem o primeiro namorado/namorada, sempre pensamos antes no que falar
para convencê-lo a sair conosco.
Mas aí, quando chegamos lá e dizemos a
primeira coisa e vemos que a resposta não é o que esperávamos, tudo vira
geleia. Porque ingenuamente nos preparamos para uma única situação e
uma única resposta. Defino isso como ingeuidade. É não ver tudo que pode
decorrer de uma atitude, de uma decisão que tomamos. O sábio pensa em
cinco consequências — e soluções — diferentes. Para mim, a sabedoria é
esse acúmulo ou de experiencia ou de preparação para algo que talvez
possa acontecer.
Falando especificamente sobre aumento, no tópico a respeito
disso no livro, o senhor cita um trecho bíblico que diz: "Vocês pedem e
não recebem porque pedem mal, para consumir seu próprios prazeres". De
que modo isso se aplica no mercado de trabalho?
É claro que essa frase não foi escrita para quem está pedindo um
aumento. Agora, aplicada ao mercado de trabalho, significa: se você pede
errado, você não recebe. O que é pedir errado? É pedir um aumento para
resolver um "problema meu", "como funcionário". E não um problema da
empresa. É eu chegar e dizer: "eu preciso de um aumento, porque eu não
consigo pagar a conta no final do mês". Esse não é um problema da
empresa. "Eu preciso de um aumento porque não tenho dinheiro para pagar a
faculdade." Isso não é um problema da empresa.
"Eu pedi um aumento
porque recebi uma proposta de uma outra empresa e estou mudando de
emprego." Esse é um problema da empresa. Quando o problema é da empresa
ou quando ela reconhece que pode ter um problema, como pior exemplo,
perder um bom funcionário, é muito mais receptiva a ouvir um pedido.
Agora, se o funcionário acha que merece um aumento, não está tendo e
quer fazer algo a respeito, a melhor atitude sempre é não pedir
diretamente pelo aumento, porque todo chefe tem uma resposta pronta para
essa perguinta: não. E aí ele cita qualquer motivo que vier à cabeça
dele.
O que sugiro é sempre pedir por uma oportunidade. Existe uma
diferença enorme entre dizer: eu queria um aumento ou o que eu preciso
fazer nos próximos seis meses para merecer um. Isso porque, no fim, eu
estarei dizendo para a empresa o seguinte: eu pretendo nesse meio de
tempo mostrar que o resultado do meu trabalho vai pagar um aumento que
eventualmente a empresa me der. E aí não há chefe que não seja receptivo
a isso.
O momento que vemos hoje no mercado de trabalho é de
enxugamento de custo geral, demissões em massa e sobrecarga. Vemos
muitas pessoas reclamando que estão sobrecarregadas após alguém da
equipe ser demitido. Qual conselho você dá para esses profissionais?
Passei por diversas crises econômicas enquanto trabalhava em empresas e
posso dizer que as melhores oportunidades que tive na carreira surgiram
em tempo de crise. Naqueles tempos que não há muito dinheiro e quando
todo mundo precisa se esforçar um pouco mais, ter ideias, apresentar
sugestões.
Finalmente, quando termina um periodo de crise, vem o periodo
de calmaria e é quando fica muito claro quem se esforçou para ajudar a
empresa naquela situação ou quem só ficou reclamando. Esse é um periodo
que temos que passar em qualquer empresa, para apreciar melhor os
momentos bons na carreira.
É lógico que é muito melhor ficar empregado
mesmo tendo de trabalhar por dois do que perder o emprego. Mas um ponto
aqui que sempre aconselhei as pessoas: se você se preparar muito bem
para ser demitido, dificilmente vai ser. Se estudar tudo que tem de
estudar, fazer cursos complementares, mostrar que é esforçado no
trabalho, dificilmente você vai ser dispensado. Mas se você for, será a
pessoa mais bem preparada para arrumar um emprego.
Mesmo com a crise econômica fechando diversas empresas e setores sendo esvaziados?
É logico que pode ter um componente de azar e as pessoas são demitidas
por varias razões — tecnológicas, por exemplo. Mas as que estão
preparadas para fazer três ou quatro coisas podem ser remanejadas
internamente.
Eu preferiria que ninguém fosse demitido, que houvesse
pleno emprego, que as estatísticas mostrasseem pouca gente desempregada,
mas entendo que no Brasil temos uma crise atrás da outra. Esse país é
coisa de louco.
Eu me lembro da minha época de executivo, que toda vez que a gente ia
apresentar os planos para aquele ano, alguém dizia: "esse ano vai ser
atípico". E então era quando eu retruca: "explica para mim o que é um
ano tipico no Brasil?"
É um ano que tem inflação alta, baixa, dólar
alto, emprego para todos, emprego para ninguém. Nós não conseguimos
definir no Brasil o que é um ano tipico. Nós não somos a Suíça. Esse é
um país que nós temos que estar sempre preparados para que, mesmo que as
coisas estejam indo bem, em um determinado momento, elas podem não ir. E
aí, pensar o que faríamos a respeito.
Sabe aquele estereótipo do superprofissional que você colocou na
cabeça que toda empresa procura? Pois é, pode não ser exatamente este
cara que a empresa dos seus sonhos está buscando. E aquela pergunta que
você morre de medo de fazer pois acha que vai causar uma má impressão?
Relaxa, pode ser justamente o contrário. Conversamos com recrutadores
das principais empresas especialistas no ramo de seleção de jovens e
eles nos apontaram quais são os principais mitos por trás dos processos,
ou seja, aquelas crenças que você jura que é verdade, mas não é nada
disso. Ou aquilo que você tem certeza que está sendo avaliado, mas no
fundo não é. Anote aí!
MITO: “Quem fala mais é aprovado”
Se você é daqueles que acredita que o cara mais extrovertido ou o que
sempre fala primeiro é o que chama mais atenção está enganado. E também
não tente discordar do colega só para mostrar que você tem opinião
própria. Isso é bola fora. “A dinâmica de grupo nada mais é que uma
simulação próxima de uma situação de trabalho daquela empresa, e a
melhor maneira de agir é ser o mais natural possível. Eles estão
observando como você reage no dia a dia. O conteúdo que você traz e o
que você agrega para aquela situação é mais importante do que a
quantidade de falas”, diz Carla Esteves, diretora da Cia de Talentos.
MITO: “Toda pergunta tem resposta certa”
Se você saiu de uma entrevista achando que deu a resposta errada,
calma. Nem toda pergunta tem uma resposta. Segundo as recrutadoras, é
muito comum os candidatos receberem perguntas inusitadas nas entrevistas
como: ‘Quantas bolinhas cabem numa sala de x metros quadrados?’. Para
esta pergunta, os entrevistadores não esperam uma resposta
matematicamente correta. O que eles estão avaliando aqui é como o
candidato constrói seu raciocínio, por onde ele parte para chegar a uma
resposta. O que conta é como você expõe sua capacidade de raciocínio
lógico.
MITO: “Experiência profissional conta”
Já de cara, a resposta é: NÃO! Nos processos de seleção para
programas de trainee e, menos ainda, de estágio, experiência anterior
não tem peso. A maior parte dos candidatos está ou estava estudando e
está no início de carreira, outros fizeram intercâmbio e estavam fora,
como exigir que o jovem tenha, ainda, bagagem profissional? O que é
importante para os recrutadores: “Avaliamos o conjunto de experiências
dele, no esporte, na faculdade, no voluntariado e o que ele aprendeu com
tudo isso, qual a relevância de tudo aquilo na vida dele”, explica
Carla, da Cia de Talentos.
MITO: “Ter intercâmbio é vaga garantida”
Como a maioria dos aprovados fizeram intercâmbio, criou-se um
estereótipo. Mas, aqui entra um porém. Não basta ter um currículo com
diversificadas experiências, como uma vivência internacional, por
exemplo, ou a presidência da atlética da faculdade, sem saber apontar
como, de fato, isso agregou na sua vida. Muitos candidatos – e se você é
um deles, continue confiante! – não têm intercâmbio, mas conseguem
mapear outras experiências de vida que enriqueceram e muito a sua
personalidade. “Se o intercâmbio faz muita diferença para aquele jovem,
se ele teve uma experiência diversa que o tirou da zona de conforto, o
modificou e agregou coisas boas, então, isso faz diferença para nós
também. Mas isso pode ter sido agregado por qualquer outra experiência
como um trabalho voluntário”, conta Caroline Cobiak, consultora interna
da Accross.
MITO: “Tenho que mostrar liderança”
É um mito acreditar que toda empresa busca o mesmo perfil: o
profissional que é líder, extrovertido e com muita energia. Se você é
tímido e mais sério, não se subestime e, muito menos, chegue à dinâmica
tentando esbanjar liderança. Cada empresa tem um contexto, um perfil e
uma dinâmica diferente, e cada vaga ou cada área tem uma necessidade. E
isso difere radicalmente de uma empresa para outra. Não tem perfil
certo, nem errado, mas perfis diferentes para cada empresa. E você, Sr.
Tímido, pode ser exatamente o que a empresa dos seus sonhos está
procurando.
MITO: “Quanto mais processos, melhor”
Há quem pense que quanto mais processos participa, melhor porque
aumentam as chances de ser selecionado em algum. Mas isso é mito. As
chances são aumentadas quanto mais assertivo o candidato for na escolha
das empresas e dos processos dos quais vai participar.
E focando em
poucos, consegue se dedicar mais. “Fora que o jovem não consegue
conciliar agendas, acaba faltando e passando uma imagem de falta de
foco”, diz Carla Esteves, diretora da Cia de Talentos.
MITO: “Não posso fazer perguntas sobre a empresa”
Alguns jovens deixam de fazer perguntas sobre a empresa e de se
aprofundar sobre a vaga e sobre como é trabalhar lá com medo de
demonstrar que ainda estão em dúvida. Perguntas e dúvidas não são mal
vistas porque o processo é uma via de mão dupla, serve para o jovem
escolher a empresa e a empresa escolher ele. E os entrevistadores sabem
disso. Fazer perguntas mostra que o jovem quer fazer uma boa escolha,
que ele tem protagonismo na carreira dele, e que não está em busca de
qualquer oportunidade, ele quer algo que faça sentido.
E aproveite: na entrevista, você terá a oportunidade de tirar dúvidas com a pessoa certa – o gestor ou o responsável pelo RH.
MITO: “Estou doente, mas pega mal desmarcar”
Os recrutadores advertem: se você não está num dia bom, remarque.
Existe flexibilidade. Se apresentar doente ou com algum problema de
família, pessoal, ocupando sua cabeça pode comprometer a sua avaliação.
As consultoras querem que você esteja no seu melhor dia e consiga dar o
seu melhor. Remarcar não demonstra falta de comprometimento ou falta de
responsabilidade. Pelo contrário, demonstra que você tem, sim, interesse
em ser selecionado e, por isso, quer estar no seu melhor dia. “Mas,
claro, desde que você tenha um bom motivo para remarcar. Procure a
consultora e fale”, orienta, Caroline da Accross.
MITO: “Sou indicado. Já passei”
A indicação existe. Algum candidato pode ser bem recomendado por
alguém que trabalha na empresa, por exemplo. Mas ser indicado não
implica na contratação por influência. Ou seja, a indicação não garante
nada. O mérito continua valendo. O jovem continua tendo que participar
de todas as etapas e concorrer com todos os outros candidatos. “Com a
referência, estabelece-se um elo de confiança, mas isso não significa
que influencia a tomada de decisão. Sendo indicado ou não, perdeu o
prazo da inscrição, está fora”, explica Barbara Telles, gerente de
relacionamento da 99 Jobs.
MITO: “Teste online é filtro para reduzir número de candidatos”
Pensando assim, candidatos não dedicam tempo necessário a esta etapa e
acabam ficando para trás. Nesta fase não se compara um candidato a
outro, não se elimina por número máximo que pode passar para a segunda
fase. Todo mundo que tenha o perfil vai caminhar na seleção. “Os testes
estão lá para avaliar alguma coisa que é importante para aquela empresa.
Testes de comportamento ou aderência àquela cultura, por exemplo”, diz
Carla Esteves da Cia de Talentos.
MITO: “Sei tudo sobre a empresa. Vou me dar bem”
Conhecer sobre a empresa, pesquisar e ler sobre ela com certeza faz
toda a diferença para que o jovem faça uma escolha mais assertiva e se
identifique com a cultura e valores do lugar onde quer trabalhar. No
entanto, conhecimentos sobre a empresa não são avaliados no processo de
seleção. “Às vezes, o candidato fala com tanta propriedade sobre a
empresa que parece achar que conhece mais dela que o gestor que trabalha
lá. O avaliador não quer saber o que ele sabe sobre a empresa, quer
saber porque ele escolheu aquela empresa”, aconselha Manoela Costa,
gerente executiva da Page Talent.
A Matriz SWOT funciona como um diagnóstico de sua empresa ou projeto. Veja como ela pode facilitar suas análises estratégicas.
Imagine que você tenha a opção de viajar para um país novo mês que vem e vai fazer um quadro de pós e contras para tomar essa decisão.
Você vai pesar fatores que dizem respeito a você, como disponibilidade
de tempo, de dinheiro e aptidão física, mas também se fará sol ou chuva
nesse destino, se a moeda está favorável, se há boas condições de
segurança, entre diversas características que fogem do seu controle. Nas
empresas, a Matriz SWOT cumpre esse papel de colocar na balança o que
há de vantagem e desvantagem em uma empreitada.
Conhecida no Brasil como Matriz FOFA, ela mede as forças (S, de stregths) fraquezas (W, de weakenesses) do negócio – fatores internos – assim como oportunidades (O, de opportunities) e ameaças (T, de threats) do macroambiente – fatores externos. Muito utilizada pelas empresas durante o planejamento estratégico e para novos projetos, aMatriz SWOT consiste
em uma análise detalhada da situação do negócio no cenário econômico, o
que ajuda o empreendedor na tomada de decisão. Seu principal objetivo é
dar um diagnóstico estratégico que deve prever e prevenir condições
negativas, além de firmar diretrizes que façam o empreendimento se
diferenciar.
Como montar uma matriz SWOT?
O primeiro passo para colocar em prática essatécnica estratégicaé
definir quais são os pontos fracos e fortes do ambiente interno do
negócio, ou seja, o que é controlado pela empresa. Os pontos fracos ou
fraquezas consistem em analisar o que pode ser feito para melhorar o
negócio: se os funcionários possuem as capacidades que o cargo exige,
quais as deficiências de seus funcionários, produtos e/ou serviços, e
porque seus clientes não voltam após uma compra.
Em seguida, definem-se os pontos fortes,
que devem ser algo como: o que você faz de melhor na empresa, de quais
recursos o empreendimento dispõe, o que seu negócio possui de melhor em
relação ao concorrente e o que faz seus clientes retornarem à empresa.
Por fim, deve-se analisar o ambiente
externo do negócio, ou seja, o que a empresa não consegue controlar.
Nesse quesito, são observadas as oportunidades que existem no mercado,
como as tendências/novidades,
expansão da linha de produtos, chances de conquistar novos clientes, ou
seja, o que pode gerar receita e valor. Também são exploradas as
ameaças que a empresa pode sofrer, como novas empresas para o mesmo
nicho, queda no padrão de consumo, investimento de novas tecnologias por
concorrentes ou o que puder afetar negativamente a receita ou a imagem
do negócio.
Uma dica é listar todos os pontos
levantados em um quadrante, separado nesses 4 aspectos.
Depois, dê uma
nota de prioridade para cada item, seguindo o critério de sua
preferência, e classifique cada item da lista de 5 (excelente) a 1
(fraco). Multiplique a nota de prioridade pela classificação, logo
obterá um valor x sobre aquele item final, que te dará uma visão
ampliada sobre onde focar esforços.
Mantendo a empresa preparada para os desafios
Em tempos incertos, aMatriz SWOT cai como uma luva para definir relações
existentes entre os pontos fortes e fracos da empresa com o que se
verifica de mais importante no mercado, seja a nível local ou global. A
análise permite entender a posição de sua empresa comparada a
seus concorrentes, conferindo mais confiança, segurança e força para
lidar com os imprevistos e situações desafiadoras.
Ao fazer o seu planejamento
estratégico para 2016, use estas dicas para montar seu plano de vendas e
acelerar o seu crescimento.
No clássico filme Campo dos
Sonhos,o protagonista recebe a inspiração de uma voz imaginária: “se você
construir, eles virão”. Esta frase ficou famosa no mundo dos negócios e acabou
virando um lema para várias startups e empreendedores: concentre-se no
desenvolvimento do seu produto e os clientes virão.
Se você é aquele
empreendedor que vê Vendas e Marketing
como um mal necessário ou se você está sofrendo com as turbulências na
economia, nunca foi tão importante ter um foco especial em vendas e ser
produtivo para converter qualquer oportunidade de negócio em receita.
Um bom plano de vendas deve ser curto,
simples e direto ao ponto. Ele deve conter essencialmente os seus objetivos e
metas de receita e as ações para conquistar novos clientes e crescer as vendas
a partir dos clientes existentes.
Estratégia 1: Defina sua Meta
Este
é um elemento crítico do plano de vendas pois definirá o seu ritmo de
crescimento e a sua cadência de acompanhamento periódica de novas vendas.
Estes são os principais pontos que você deve considerar ao determinar
suas metas de vendas:
Dado o seu planejamento estratégico e as oportunidades de negócios,
qual a meta de crescimento que faz sentido para sua empresa?
Qual o mix de
vendas de clientes existentes vs. vendas de novos clientes que suportará este
crescimento?
Quais as restrições de capacidade do seu negócio?
Por exemplo: se
você planeja crescer 50% e isso significa contratar mais vendedores, você tem
os recursos financeiros para aumentar o seu headcount?
Estratégia 2: Ajuste o Funil
O
funil de vendas é um dos recursos mais importantes em gestão e planejamento de
vendas e marketing.
Essencialmente, o seu funil informa quão bem a sua
empresa converte leads
em clientes potenciais e, mais importante, clientes potenciais em clientes
reais.
Construa um plano que permita a automação do seu funil de vendas para que
você consiga gerir o volume sem perder o relacionamento personalizado com cada
lead. Além disso, é fundamental que você consiga gerenciar as taxas de
conversão entre os diferentes estágios do seu ciclo de vendas.
O mais importante
na fase de planejamento de vendas é dimensionar o seu funil de vendas para a
meta de crescimento estipulada e então identificar potenciais gargalos de
vendas e marketing.Alguns exemplos comuns de gargalos:
Geração de leads: quantos
leads você precisa gerar?
Você terá os recursos de marketing necessários para
isso, tais como orçamento de publicidade online/tradicional, canais de
prospecção ativa etc.
Qualificação: qual a taxa de conversão de leads para
oportunidade de negócios que você precisará?
Como ela se compara com o seu
histórico de conversão?
Dimensionamento do Time de Vendas: você tem a equipe
necessária para gerir (e fechar!) todas as oportunidades?
Estratégia 3: Crescimento por
Novos Clientes
Sua empresa tem dois motores de crescimento:
fazer upsell/cross-sell nos atuais clientes e conquistar clientes novos.
Na
definição das suas metas você já estimou a taxa de novas vendas que deverão vir
de novos clientes.
Estes são os principais pontos a serem considerados para
conquistar novos clientes:
Comece definindo o seu mercado-alvo e mapeando os
canais de marketing apropriados para conectar-se com esta audiência como, por
exemplo, mídias sociais, marketing online, marketing de conteúdo, feiras e
eventos ou teleprospecção.
Use o seu funil de vendas para determinar quais os
melhores leads (ou seja, aqueles com maior taxa de conversão) e concentre
recursos nestes canais.
Use indicações de clientes existentes – não só para dar
credibilidade e validação ao seu produto, mas também peça aos seus clientes que
indiquem outras empresas ou pessoas que teriam interesse no que você
vende.Incentive a sua força de vendas a conquistar novos clientes.
Você pode
fazer isso com premiações por clientes novos ou comissionamento
diferenciado.
Construa um painel de controle de atividades relacionadas a novos
clientes que mostre indicadores como quantidade de cold calls realizados,
quantidade de reuniões com clientes em potencial, propostas enviadas etc.
Estratégia 4: Crescimento por Clientes
Existentes
Conquistar novos clientes é ótimo e dá o oxigênio
necessário para a sua empresa crescer. Porém, é também a forma mais cara de
crescer.
Portanto, em tempos de crise, é fundamental que você tenha uma boa
estratégia de fidelização de clientes e crescimento baseado em clientes
existentes.
Estes são os aspectos fundamentais que você deve considerar:Invista
na satisfação dos seus clientes e ouça atentamente o feedback deles sobre seus
produtos e serviços.
Você pode usar pesquisas de satisfação e focus groups para ter dados
estruturados sobre a percepção de seus clientes.
Análise de “Gap”: faça um
mapeamento de seus clientes atuais e identifique quais produtos você pode
vender para cada um deles.
Desenvolva ações de relacionamento com os seus
clientes existentes e aproveite para aprofundar o seu conhecimento sobre os
clientes.
Tenha um sistema de automação, como um CRM, que permita que você
gerencie volume de clientes com atendimento personalizado.
Assim como para
clientes novos, construa um painel de controle de atividades relacionadas a
clientes existentes que mostre indicadores como quantidade de visitas,
quantidade de ligações, propostas enviadas etc.
Estes painéis também o ajudarão
a entender quais representantes de vendas têm mais perfil de cuidar de clientes
da base ou para conquistar novos clientes.
Em 2016 os empreendedores brasileiros
estarão concentrados em aumentar a produtividade de vendas das suas empresas.
Para isso, é fundamental investir em planejamento e automação.
Estas são algumas dicas práticas para você elaborar o seu plano de vendas de
2016 e bater as suas metas de crescimento e lembre-se , “se você vender, eles
virão”.