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Coluna Profissão e Carreira: Planos de Endomarketing

Edição nº 10
Por Fernanda Ferreira*

O setor de Recursos Humanos vem aperfeiçoando ações para reter seus talentos, por essa razão além do salário em si cresce a demanda por benefícios reais disponibilizados conforme a análise de interesses dos colaboradores da empresa.

É natural que o profissional que compreende seu papel no mundo empresarial e sua importância, valorize planos que o motivem e benefícios que de fato agreguem valor ao seu salário.

Pensando nesse ponto o gestor de RH precisa realizar pesquisas de clima e feedback, para avaliar quais necessidades do seu público alvo, nesse caso os colaboradores, possuem para determinar o que será oferecido, além do salário e plano de carreira.

Já é sabido que plano de carreira real, subsidiar cursos e faculdades, plano de saúde, vale refeição tornaram-se vantagens essenciais quase que obrigatórias a serem fornecidas pelas empresas, assim como é o inglês para qualquer trabalhador hoje, ou seja básico e fundamental.

O bônus disponibilizado pela UNQE neste blog traz cases reais e atuais de como as empresas tem se empenhado para motivar seus funcionários, incluindo visitas monitoradas de familiares dos colaboradores as suas dependências, cursos para filhos dos empregados, festas de debutantes, eventos românticos para clientes e assim por diante.

O lema hoje é reter talentos e para isso é necessário fornecer e criar sistemas que atendam e superem as expectativas de seus colaboradores.

Aguardem novas dicas, obrigada e até semana que vem.         
Sugestões e críticas contato@unqe.com.br
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*Fernanda Ferreira é advogada, diretora e professora na UNQE. 

COWORKING

UNQE Explica: 

COWORKING uma variação do home office, haja vista que não é realizado na residência do colaborador e sim em espaços compartilhados fora da sede da empresa.

Empresa reestrutura sua hierarquia

Danone anuncia mudanças na governança e nome de novo CEO

Companhia separou cargos de CEO e presidente do conselho e elegeu Emmanuel Faber para assumir o comando da empresa

AFP/ Eric Piermont
Presidente da Danone, Franck Riboud, em 19 de fevereiro, 2013

Presidente da Danone, Franck Riboud: companhia anunciou mudanças na estrutura
São Paulo – Após quase duas décadas como presidente da Danone, Franck Riboud deixará o comando da companhia francesa e seguirá apenas como presidente do conselho da empresa.

Emmanuel Faber, vice-presidente da companhia, foi escolhido para liderar a Danone daqui pra frente. 

Por meio de comunicado, a companhia afirmou que a decisão de separar as funções de CEO e presidente do conselho foi votada pelos conselheiros da Danone.

A mudança de estrutura entrará em vigor a partir do dia 1º de outubro. 

Com a reestruturação, Bernard Hours, chefe de operações da empresa, deixará a Danone após 30 anos trabalhando na companhia.

fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/danone-anuncia-mudancas-na-governanca-e-nome-de-novo-ceo

CASE

Método utilizado para avaliar situações passadas, com a finalidade de aperfeiçoar comportamentos, sistemas e rotinas de trabalho.


CASE

A UNQE explica: CASE.

Case é o estudo de caso realizado pela empresa, ou em treinamentos para comprovar conceitos que foram ou deveriam ter sido aplicados, além de incluir a análise das praticas realizadas.

Estudemos a matéria a seguir e seus conceitos:

INTRODUÇÃO AO CASE:
 
O método do Estudo de Caso é considerado um tipo de análise qualitativa (GOODE, 1969) e tem sido considerado, de acordo com YIN (1989, p. 10): "o irmão mais fraco dos métodos das Ciências Sociais" e as pesquisas feitas através deste método tem sido consideradas desviadas de suas disciplinas, talvez porque as investigações que o utilizam possuem precisão, objetividade e rigor insuficientes.


De acordo com BONOMA, 1985, o método do Estudo de Caso tem sido visto mais como um recurso pedagógico ou como uma maneira para se gerar 'insights' exploratórios, do que um método de pesquisa propriamente dito e isto tem ajudado a mantê-lo nesta condição.

Mas, apesar das fraquezas e limitações apontadas, o Estudo de Caso tem tido um uso extensivo na pesquisa social, seja nas disciplinas tradicionais, como a Psicologia, seja nas disciplinas que possuem uma forte orientação para a prática como a Administração, além de ser usado para a elaboração de teses e dissertações nestas disciplinas. Mas, se o método é assim considerado, porque isto ocorre?


Uma das possíveis causas para isto, segundo YIN (1989) reside no fato de que a afirmação de que este método é o irmão mais fraco dos métodos, pode estar errada uma vez que, por ser utilizado como um método pedagógico, seu projeto, suas limitações e fraquezas não sejam bem conhecidas enquanto método de pesquisa.


O Método do Estudo de Caso é um método das Ciências Sociais e, como outras estratégias, tem as suas vantagens e desvantagens que devem ser analisadas à luz do tipo de problema e questões a serem respondidas, do controle possível ao investigador sobre o real evento comportamental e o foco na atualidade, em contraste com o caráter do método histórico.

Um ponto comum entre vários autores (GOODE, 1969, YIN, 1989, BONOMA, 1985) é a recomendação de grande cuidado ao se planejar a execução do estudo de caso para se fazer frente às críticas tradicionais que são feitas ao método.


É objetivo deste trabalho apresentar o método do estudo de caso como uma estratégia de pesquisa e considerar aspectos relevantes para o desenho e a condução de um trabalho de pesquisa com o uso deste método, analisando as suas vantagens e desvantagens.


1.1. Definição

O Método do Estudo de Caso " ... não é uma técnica especifica. É um meio de organizar dados sociais preservando o caráter unitário do objeto social estudado" (GOODE & HATT, 1969, p.422). De outra forma, TULL (1976, p 323) afirma que "um estudo de caso refere-se a uma análise intensiva de uma situação particular" e BONOMA (1985, p. 203) coloca que o "estudo de caso é uma descrição de uma situação gerencial".


YIN (1989, p. 23) afirma que "o estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, quando a fronteira entre o fenômeno e o contexto não é claramente evidente e onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas". Esta definição, apresentada como uma "definição mais técnica" por YIN ( 1989, p. 23 ), nos ajuda, segundo ele, a compreender e distinguir o método do estudo de caso de outras estratégias de pesquisa como o método histórico e a entrevista em profundidade, o método experimental e o survey.


O método, muitas vezes, é colocado como sendo mais adequado para pesquisas exploratórias e particularmente útil para a geração de hipóteses (TULL, 1976 ) e isto (YIN, 1989) pode ter contribuído para dificultar o entendimento do que é o método de estudo de casos, como ele é desenhado e conduzido.


1.2. O Uso do Método Estudo de Caso

Ao comparar o Método do Estudo de Caso com outros métodos, YIN (1989) afirma que para se definir o método a ser usado é preciso analisar as questões que são colocadas pela investigação. De modo específico, este método é adequado para responder às questões "como" e '"porque" que são questões explicativas e tratam de relações operacionais que ocorrem ao longo do tempo mais do que freqüências ou incidências.


Isto também se aplica ao Método Histórico e ao Método Experimental que também objetivam responder a estas questões. Contudo, o caso do Método Histórico será recomendado quando não houver acesso ou controle pelo investigador aos eventos comportamentais, tendo que lidar com um passado "morto" (Yin, 1989, p. 19) sem dispor, por exemplo de pessoas vivas para darem depoimentos e tendo que recorrer a documentos e a artefatos culturais ou físicos como fontes de evidências.


No caso do Método Experimental, as respostas a estas questões são obtidas em situações onde o investigador pode manipular o comportamento de forma direta, precisa e sistemática, sendo-lhe possível isolar variáveis, como no caso de experimentos em laboratório. Ao fazer isto, deliberadamente se isola o fenômeno estudado de seu contexto. (YIN, 1981).


De acordo com YIN (1989), a preferência pelo uso do Estudo de Caso deve ser dada quando do estudo de eventos contemporâneos, em situações onde os comportamentos relevantes não podem ser manipulados, mas onde é possível se fazer observações diretas e entrevistas sistemáticas. Apesar de ter pontos em comum com o método histórico, o Estudo de Caso se caracteriza pela "... capacidade de lidar com uma completa variedade de evidências - documentos, artefatos, entrevistas e observações." (YIN, 1989, p. 19)


Este método ( e os outros métodos qualitativos) é útil, segundo BONOMA (1985, p. 207), "... quando um fenômeno é amplo e complexo, onde o corpo de conhecimentos existente é insuficiente para permitir a proposição de questões causais e quando um fenômeno não pode ser estudado fora do contexto no qual ele naturalmente ocorre".


Os objetivos do método de Estudo de Caso, segundo McClintock et al. (1983, p. 150), "...são (1) capturar o esquema de referência e a definição da situação de um dado participante ... (2) permitir um exame detalhado do processo organizacional e (3) esclarecer aqueles fatores particulares ao caso que podem levar a um maior entendimento da causalidade.


BONOMA (1985) ao tratar dos objetivos da coleta de dados, coloca como objetivos do Método do Estudo de Caso não a quantificação ou a enumeração, "... mas, ao invés disto (1) descrição, (2) classificação (desenvolvimento de tipologia), (3) desenvolvimento teórico e (4) o teste limitado da teoria. Em uma palavra, o objetivo é compreensão" (p. 206).


De forma sintética, YIN (1989) apresenta quatro aplicações para o Método do Estudo de Caso:
  1. Para explicar ligações causais nas intervenções na vida real que são muito complexas para serem abordadas pelos 'surveys' ou pelas estratégias experimentais;
  2. Para descrever o contexto da vida real no qual a intervenção ocorreu;
  3. Para fazer uma avaliação, ainda que de forma descritiva, da intervenção realizada; e
  4. Para explorar aquelas situações onde as intervenções avaliadas não possuam resultados claros e específicos. 
Fonte: http://www.fecap.br/adm_online/art11/flavio.htm