Os segredos de uma apresentação eficiente

Conheça a maior empresa brasileira de preparação de apresentações (e apresentadores) e suas dicas para não falhar na hora H

Conferência; palestra; palestras; (Foto: Shutterstock)

Fazer uma boa apresentação – seja para o chefe, para o subordinado, para o cliente ou para um auditório lotado – é decisivo para a carreira de alguém. É nisso que acreditam 87% das 562 pessoas ouvidas em uma pesquisa elaborada pela SOAP, empresa brasileira referência em produção de apresentações e capacitação de palestrantes, em parceria com o instituto 

Data Popular. Já 81% dos profissionais concordam que apresentações ruins podem prejudicar a trajetória profissional.

Participaram do levantamento executivos e funcionários de grandes companhias, de diversos setores. Entre os entrevistados, 7% ocupavam cargos de CEOs ou de vice-presidentes. O objetivo do estudo foi entender como os executivos, que participam de reuniões e fazem uso do Power Point em sua rotina de trabalho, encaram o impacto de sua comunicação no desenvolvimento da própria carreira e na dos colegas.

Expor ideias, defender projetos, motivar a audiência, ganhar uma concorrência ou simplesmente justificar uma planilha de custos passam, inevitavelmente, pela capacidade de influenciar, despertar empatia e ganhar a confiança do ouvinte. O “como” fazer isso pode ser tão importante quanto o “o quê” se tem a dizer.

“Em uma apresentação, a pessoa não tem uma segunda chance”, afirma o egenheiro Eduardo Adas, fundador e CEO da SOAP. 

“O ouvinte não diz: ‘Olha, não entendi direito, mas vamos marcar outra reunião na semana que vem para você apresentar de novo.” Por esse motivo, ele afirma que seu trabalho é ajudar os profissionais em "momentos decisivos", seja ele uma reunião de orçamento com seu gestor, seja a venda de sua empresa para um grupo internacional, passando por qualquer outra decisão em que é fundamental convencer o interlocutor de algo importante para o negócio.

Na mesma pesquisa feita em parceria com o Data Popular, seis em cada dez pessoas afirmaram assistir a apresentações ao menos uma vez por semana, e 96% fazem apresentações dentro ou fora da empresa. No entanto, apenas 8% consideram as apresentações de sua empresa ótimas, e 65% dizem que poderiam ser melhores. Setenta e três por cento admitem que, em algumas circunstâncias, ficam inseguros antes de apresentações – especialmente os mais jovens.
 
O Power Point é útil?

Para 48% dos profissionais, apresentações corporativas remetem principalmente a Power Point. Sessenta e sete por cento, contudo, concorda totalmente que ainda que o conteúdo da apresentação seja bom, a performance do apresentador pode torná-la muito ruim. 

Adas concorda com a segunda afirmação. Por isso, seu método só envolve a utilização do programa no final do processo. “Setenta por cento do nosso trabalho é com o Power Point fechado”, diz ele. “Começar a montar uma palestra abrindo o Power Point é o mesmo que uma pessoa resolver fazer um filme, pegar a câmera e sair filmando. É preciso antes saber responder as seguintes perguntas: vai filmar o quê? Para quê?”.

Adas é uma pessoa conhecida entre os altos executivos das maiores empresas do Brasil. 

Pioneiro na consultoria focada exclusivamente em apresentações, ele fundou sua empresa em 2003, com o ex-sócio Joni Galvão. Em 2011, os dois publicaram o livro Super Apresentações - Como vender ideias e conquistar audiências (ed. Panda Books).

Ao longo de 12 anos de existência, a SOAP já produziu mais de 12 mil apresentações para companhias como Ambev, PepsiCo, Kimberly-Clark e Land Rover. Para isso, a empresa tem uma equipe que inclui designers e roteiristas profissionais, que ajudam o interlocutor a contar sua história, priorizando os pontos mais importantes para cada objetivo e situação.

A empresa nasceu como uma resposta de Adas aos colegas que gostavam das apresentações que ele preparava para si mesmo. “Intuitivamente, sempre que precisava falar em público, montava a história com começo, meio e fim”, afirma. É o hoje popular método de storytelling, amplamente difundido no mundo corporativo. “Meu objetivo é despertar a atenção no meu público, gerar entendimento e criar empatia.”

Intuição à parte, Adas trazia na bagagem o interesse por estudos de Programação Neurolinguística (PNL) (basicamente, é um sistema que pretende explicar como o cérebro humano capta e registra informações, com a finalidade de tornar a comunicação mais eficiente) e a intimidade com os meandros de diversas empresas, que conheceu no papel de consultor. Formado em Engenharia de Produção, o empresário fez carreira em consultorias estratégicas porque queria desenvolver o conceito de qualidade total (que tem o objetivo de extrair o máximo de qualidade não apenas dos processos internos das empresas, mas também da relação com todos os stakeholders).

Em 1993, Adas fundou sua primeira empresa, a Partner Consultoria e Treinamento. Durante 15 anos, comandou a companhia e, vira e mexe, estava ajudando alguém a montar alguma apresentação. Até que esses momentos se tornaram mais e mais recorrentes. Foi quando concluiu que havia mercado para uma assessoria formal nessa área. Seu tiro foi certeiro. 

Atualmente, a empresa tem 70 profissionais e uma filial em Portugal. Quem toca o dia a dia com Adas é o sócio e também engenheiro de formação Rogério Chequer (líder do movimento Vem para Rua, que organiza manifestações populares nas ruas, com a intenção de promover a “retomada da consciência cívica").

A dupla pretende não só continuar montando apresentações para os executivos, mas também capacitar quem quer que se interesse pelo tema a fazê-lo por conta própria. Fundaram o braço de treinamento do grupo, que oferece workshops, presenciais e online, abertos ao público e customizados para empresas, nos quais prometem destrinchar o método de trabalho que usam na companhia. “Nós ensinamos tudo o que fazemos”, diz Adas. “Não temos medo de concorrência". Isso porque seu objetivo é continuar atendendo os clientes de forma personalizada e, para isso, não podem crescer indefinidamente. Ele ressalta ainda que o negócio dá mais trabalho do que pode parecer para quem está de fora. "Por mais que alguém saiba como fazer, é difícil replicar com qualidade.”

A seguir, algumas dicas do que não fazer em uma apresentação:
 
1. Não comece pelo Power Point
Ordenar o conteúdo da apresentação em slides é a última etapa da preparação de uma palestra, segundo Eduardo Adas, CEO da SOAP. “Esse é apenas um apoio”, afirma.
 
2. Não faça slides desconexos
Em vez de jogar frases que não necessariamente conversam com o slide seguinte, conte uma história, com começo, meio e fim. 
 
3. Não vá despreparado
Segundo a pesquisa conduzida pelo Data Popular, 32% das pessoas levam até duas horas para apresentações importantes, e menos da metade (43%) dizem sempre fazer um roteiro antes.

Uma das etapas mais importantes do nosso trabalho é treinar o apresentador”, diz Adas. “Se ele não tiver familiaridade com o que vai dizer e não fizê-lo de maneira confiante, de nada adianta ter um Power Point ou qualquer outro apoio.”

Vale a mesma máxima que valia na escola: muito mais eficiente é entender o conteúdo da prova do que decorá-lo meia hora antes de ser desafiado.

Quanto mais confiante de que sabe o que vai falar estiver o palestrante, maior suas chances de atingir os objetivos da apresentação.
 
4. Não use os mesmos meios para diferentes fins
De acordo com a pesquisa realizada pelo Data Popular, 64% das empresas oferecem um layout padrão para os executivos. Nesses casos, a maioria dos executivos utiliza o recurso. É claro que essa ferramenta é positiva e ajuda muitos profissionais. No entanto, pode não ser a melhor maneira de comunicar aquilo que cada um pretende, em todos os casos. “As informações relevantes para um diretor de marketing são diferentes das que importam a um CEO”, diz Adas.

Saber priorizar de acordo com o contexto pode fazer toda a diferença no impacto que sua apresentação causará”.
 
6. Não espere que sua apresentação venda
“Raramente alguém fecha um negócio logo depois de ouvir a apresentação”, diz Adas. Segundo ele, um processo de venda – seja literalmente comercial, seja a aprovação de uma ideia – tem várias etapas. “Você precisa ter consciência de em que etapa está para atingir os objetivos necessários para avançar para a próxima.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2015/11/os-segredos-de-uma-apresentacao-eficiente.html

Ex-agente do FBI ensina como entender o comportamento de alguém

Após 23 anos no serviço de inteligência, LaRae Quy mostra como devemos interpretar gestos e cacoetes
Cérebro ; inteligência ; carreira ; pensamento ; racionalidade ; inspiração ;  (Foto: Dreamstime)

Cada pessoa tem sua forma própria de agir, seus gestos e cacoetes comuns. Alguns traços, no entanto, estão relacionados a sua personalidade e são úteis para identificar o que podemos esperar delas.

LaRae Quy passou 23 anos como agente da inteligência do FBI e agora se dedica a ensinar o que aprendeu a empresários e empreendedores. a. O colunista da Inc. Justin Bariso, reuniu as dicas de Quy em um texto publicado no site da revista. O passo a passo inclui desde a criação de uma "base de dados" até uma série de questões que te ajudarão a definir a personalidade de alguém.

1º passo: os detalhes

Primeiro, você precisa perceber o que é ou não natural da pessoa. Alguns gestos como mexer a perna em uma situação de espera ou olhar para o teto podem ser simples cacoetes. 

No entanto, quando tais ações acontecem em um momento específico você pode identificar o que as causa. Estes comportamentos podem mostrar, entre outras coisas, decepção, raiva ou ansiedade.

 Criar uma "base de dados" dos gestos que a pessoa realiza em seu dia a dia irá te ajudar a saber quando algo não está bem. O que foge do padrão indica anormalidade. Olhar para as inconsistências passa a ser, então, o próximo passo.
 
2º passo: a interpretação

Ao identificar gestos que não são corriqueiros devemos entender a situação em que aparecem, lembrando que são normamente involuntários. Preste atenção às diferenças que existem entre a base da dados que você criou da pessoa e os gestos em cada situação. 

Lembre-se que ela não os realiza para que você saiba como se sentem. Eles simplesmente existem.

Um exemplo é você perceber que um colega pigarreia sempre que está nervoso. De repente, enquanto você lhe apresenta algumas mudanças em um projeto, ele passa a fazê-lo. Algo pode estar errado.

Comparar as situações e os cacoetes equivalentes a elas nos permite criar uma nova base, com as anormalidades da pessoa. Isso será útil, por exemplo, se você precisar dar uma notícia ou propor um novo negócio. Se a pessoa está nervosa ou mostra sinal de incerteza, a atenção precisa ser redobrada.

Outra questão em relação aos gestos anormais é verificar se eles acontecem de forma concomitante. Pigarreou, bateu os pés e ainda arranhou alguma coisa? Tome cuidado.

3º passo: o reconhecimento

Os chamados neurônios-espelho fazem com que nosso corpo reflita as ações de pessoas que estão ao nosso redor. Um sorriso ativa os músculos que nos fazem sorrir, por exemplo. Se arquear o ombro em sinal de preocupação, da mesma forma o deixará em alerta.

Quando encontramos alguém de quem gostamos, nossos músculos da face relaxam e nosssas sombrancelhas ficam arqueadas. Se o interlocutor não age da mesma maneira, pode estar te enviando uma mensagem: ele ou ela não gostam de você ou não estão contentes com suas ações. 
 
4º passo: a identificação

Muitas vezes somos condicionados a olhar direto para o chefe de um setor quando em uma reunião. Esta pessoa, entretanto, não é necessariamente a que melhor resultados lhe trará. O líder pode não ter uma personalidade forte. Tente buscar quem realmente manda.

Em uma mesa de reunião, a pessoa mais confiante provavelmente será a mais poderosa. 

Para identificá-la, procure quem tem a voz mais forte, uma postura expansiva e um sorriso largo. Se você estiver apresentndo uma ideia, identifique a voz mais forte e suas chances de ser bem-sucedido aumentam.

Por outro lado, há pessoas que claramente dão sinais de falta de confiança. Elas mantêm a cabeça baixa e não parecem à vontade no ambiente. Ao identificar a falta de confiança em alguém é preciso que ações sejam tomadas para trazer aquela pessoa de volta ao processo, fazendo-a acreditar mais em si. Uma opção é direcionar a ela questões diretas que a façam falar mais durante uma reunião, motivando-as a colocar suas ideias na mesa.

Podemos ainda usar suas palavras para entender a maneira como agem. O termo "decidi", por exemplo, indica que o assunto foi previamente pensado e que uma decisão não foi uma mera opção aleatória. As palavras chave de cada sentença é que permitem tal compreensão dos demais.

5º passo: o questionário completo

Cada um de nós tem uma personalidade, mas você pode se fazer algumas perguntas básicas para compreender melhor as atitudes de alguém. 

As opções apresentadas por LaRae Quy são:
- Esta pessoa é introvertida ou extrovertida?
- Esta pessoa dá muita importância ao seu relacionamento com os demais?
- Como esta pessoa lida com riscos e incertezas?
- O que alimenta o ego desta pessoa?
- Qual o comportamento desta pessoa quando estressada? 
- Qual o comportamento desta pessoa quando relaxada?

Fonte:  http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2015/11/ex-agente-do-fbi-ensina-como-entender-o-comportamento-de-alguem.html

12 truques de linguagem corporal para entrevistas de emprego

Recados inconscientes

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Recados inconscientes

São Paulo - As variáveis para o sucesso numa entrevista de emprego são muitas. Mas há um componente crítico que permanece inconsciente para a maioria dos candidatos: a imagem transmitida pela linguagem corporal.

Como você se senta na cadeira? Onde concentra o seu olhar? Qual é a sua expressão facial enquanto fala?

De acordo com Paulo Sérgio Camargo, especialista no assunto, muitos recrutadores são treinados para interpretar os sinais transmitidos pela postura física dos candidatos. 

No entanto, a influência dos sinais do corpo é garantida mesmo que o seu avaliador não conheça tão bem o assunto. "Ele sempre será impactado pela linguagem corporal do entrevistado, seja num nível consciente ou inconsciente", explica.

A boa notícia é que é possível evitar alguns recados indesejáveis. E você nem precisa sacrificar a sua espontaneidade - basta saber o que alguns gestos e posições normalmente representam e evitá-los na próxima vez que for entrevistado.

Nesta galeria, você conhecerá 12 detalhes que podem mudar radicalmente as mensagens que você passa com o corpo num processo seletivo.

As informações são do especialista Paulo Sérgio Camargo e do livro "A linguagem corporal no trabalho", de Allan e Barbara Pease (Editora Sextante).

Cumprimente todos com um leve sorriso

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Cumprimente todos com um leve sorriso

Ao entrar na sala, o primeiro recado que você passa está no seu rosto. Sorrir suavemente para todos os presentes denota segurança e simpatia.

"Pode parecer um detalhe irrelevante, mas o sorriso é uma arma poderosíssima para criar um vínculo interpessoal imediato", afirma Camargo.

Evite apertos de mão por cima da mesa

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Evite apertos de mão por cima da mesa

A forma de trocar um aperto de mão contém muito mais mensagens do que você imagina. Segundo Allan e Barbara Pease, autores do livro "A linguagem corporal no trabalho" (Sextante), é importante evitar o cumprimento por cima da mesa do entrevistador.

Tudo porque a posição fará com que você receba um aperto de mão com as palmas viradas para baixo - o que o colocará simbolicamente numa posição inferior em relação ao entrevistador.

Para escapar desse "papel", o ideal é se aproximar da mesa, dar um passo à esquerda e cumprimentar o outro com a sua mão por cima. 

Mantenha a coluna reta

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Mantenha a coluna reta

Enquanto você está sentado, o ideal é manter as costas eretas ou ligeiramente inclinadas na direção do outro. Essa postura denota equilíbrio e interesse na situação, segundo Camargo.

É perigoso se recostar para trás ao ouvir uma pergunta. "Mostra defensividade, como se você não gostasse do que está sendo dito", explica o especialista. Agarrar os braços da cadeira é outra postura a evitar, porque pode transmitir ansiedade, tensão e insegurança.

Faça contato visual nas horas certas

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Faça contato visual nas horas certas

Ao fazer ou responder perguntas, não desvie o olhar do interlocutor nem abaixe a cabeça. De acordo com Camargo, o ideal é olhar para o rosto do entrevistador durante cerca de 70% do tempo, com foco no triângulo entre os olhos e a boca.

Embora o cuidado seja essencial para transmitir confiança, é preciso tomar cuidado com a dose. Se você fixar exageradamente o olhar na outra pessoa, diz o especialista, ela pode se sentir desconfortável e constrangida. 

Tenha uma expressão facial neutra

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Tenha uma expressão facial neutra

Você costuma fazer todo o tipo de caretas quando fala sobre algo desagradável? É bom frear essa tendência enquanto você estiver diante de um entrevistador.

Não que você deva ficar com um rosto inexpressivo. "O ideal é manter uma expressão serena, confiável e neutra, a famosa 'poker face' que vemos nos filmes", afirma Camargo. 

Elimine hábitos que denotem nervosismo

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Elimine hábitos que denotem nervosismo

Na hora da entrevista, evite mexer no celular, roer unhas, morder a ponta de uma caneta ou brincar com colares, relógios e pulseiras.

Segundo Barbara e Allan Pease, candidatos que não conseguem manter as mãos em repouso durante a conversa são frequentemente percebidos como inseguros e ansiosos.

Gesticule enquanto fala (sem exagerar)

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Gesticule enquanto fala (sem exagerar)

As suas mãos não precisam ficar completamente paradas durante a entrevista. Gestos são permitidos - e até aconselháveis - caso acrescentem expressividade à sua fala.

Mas é bom ser econômico. "Gesticular demais pode tirar a atenção do recrutador sobre a sua fala e transmitir uma ideia de que você é uma pessoa pouco equilibrada, muito teatral", diz Camargo.

Não cruze os braços

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Não cruze os braços

Além de denotar impaciência, cruzar os braços na frente do corpo pode causar a impressão de que você está querendo se defender do outro.

De acordo com Camargo, a posição é especialmente desaconselhável quando você é o foco, ou seja, quando é a sua vez de falar ou perguntar algo.

Faça movimentos discretos de concordância com a cabeça

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Faça movimentos discretos de concordância com a cabeça

De acordo com Camargo, é importante fazer pequenos sinais de concordância com a cabeça enquanto ele fala. "Isso demonstra interesse e facilita a conexão pessoal com o entrevistador", explica.

Também vale tomar cuidado com o queixo: o ideal é que ele fica na posição horizontal, paralelo ao chão. Se você ficar com a cabeça inclinada para baixo, pode transmitir cansaço ou desânimo.

Não use a bolsa como escudo

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Não use a bolsa como escudo

Vai levar uma bolsa ou pasta para a entrevista? Carregue-a sempre ao lado do corpo. Segundo Allan e Barbara Pease, o ideal é deixá-la à esquerda, para deixar a mão direita livre para apertos de mão. 

Ao se sentar, é uma péssima ideia colocar o objeto na frente do corpo, como uma barreira entre você e o recrutador. "Isso transmite uma impressão de insegurança e ansiedade, pois deixa claro que está tentando se proteger e disfarçar o nervosismo", escrevem os autores.

Incline-se para frente ao ouvir perguntas

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Incline-se para frente ao ouvir perguntas

Manter a coluna reta é importante para transmitir vivacidade e interesse na conversa. No entanto, vale reclinar o corpo ligeiramente para a frente enquanto o entrevistador pergunta algo.

De acordo com Camargo, essa é uma forma simples de transmitir humildade, disposição e abertura para as demandas do outro.

Saia da sala de forma confiante

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Saia da sala de forma confiante

A conversa terminou? A dica de Allan e Barbara Pease é arrumar os seus pertences com calma: se você agir com pressa, pode dar a impressão de que quer "fugir" logo da situação.

Em seguida, basta apenas dar um aperto de mão no entrevistador, virar-se e sair. Se a porta estava fechada quando você entrou, é importante fechá-la ao abandonar o recinto - de preferência, olhando para o entrevistador e fechando o encontro com um último sorriso.

Fonte:  http://exame.abril.com.br//carreira/noticias/12-truques-de-linguagem-corporal-para-entrevistas-de-emprego/lista

O que é obrigatório e o que é desnecessário no seu currículo

Do indispensável ao totalmente dispensável, segundo especialistas

1/9 Flicker/Creative Commons/ italian voice/ filtro
currículo e caneta

São Paulo – Um currículo bem formatado, organizado e atualizado é o primeiro passo para impressionar um recrutador. Afinal, é este o documento que pode abrir ou fechar as portas da sala de entrevista de emprego. E esta decisão é tomada em segundos pelo entrevistador.

Segundo Rafael Souto da consultoria de carreira Produtive, o tempo que uma empresa contratante leva para avaliar as primeiras informações de um currículo é inferior a um minuto. 

Ou seja, um dado mal colocado pode aumentar o risco de eliminação no processo seletivo ou até mesmo levar o currículo, de cara, para o lixo.

Dos sete especialistas em recrutamento ouvidos por EXAME.com, todos afirmam que fotos e adjetivos (como carismático, proativo, entre outros) são irrelevantes. Cinco deles destacaram a importância de um objetivo claro e direto no início do documento.

Confira, nas fotos, as orientações sobre o que é desnecessário e o que é essencial no currículo.

Fellipe Virardi, gerente de recrutamento da Talenses

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Fellipe Virardi
 
O que não pode faltar: Experiência profissional em ordem cronológica – a mais recente sempre no topo. Passagens mais antigas não são tão relevantes. 
 
O que é totalmente dispensável: Foto. É extremamente desnecessário colocar fotografia no currículo - ao menos que seja solicitado.

Eduardo Saigh, consultor da Hays

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Eduardo Saigh
 
O que não pode faltar: Em caso de graduação completa é preciso inserir o nome da instituição de ensino e a cidade. Omitir, por não considerar uma universidade de ponta, passa uma imagem ruim. Nesse caso, o peso de uma pós ou um MBA é muito maior.
 
O que é totalmente dispensável: Características pessoais. Colocar essa percepção sobre si mesmo pode não condizer com a realidade e pode soar amadorismo. O perfil comportamental do candidato será comprovado por suas experiências profissionais e durante a entrevista. 

Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch

4/9 Marcos Ramos
Jacqueline Resch
 
O que não pode faltar: Atualização constante do grau de idioma. De tempos em tempos é importante que o candidato faça testes para avaliar a própria proficiência na língua estrangeira.
 
O que é totalmente dispensável: Incluir cursos em geral e graduação incompleta. 

Juliana Alvarez, gerente da Personnel Page

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Juliana Alvarez
 
O que não pode faltar: Mês e ano de permanência em cada empresa. Conhecer a estabilidade do candidato é de extrema relevância e omitir esse dado pode pegar muito mal. 
 
O que é totalmente dispensável: Pretensão salarial. Essa é uma informação que o recrutador pode vir a questionar, mas no currículo é irrelevante. 

Rafael Souto, presidente da Produtive

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Rafael Souto
 
O que não pode faltar: Resultados. Descrever os destaques que trouxe para a empresa é um ponto que pode valorizar muito o currículo. Projetos implementados, aumento nas vendas, lançamentos de produtos e participação em estudos são alguns exemplos.
 
O que é totalmente dispensável: Colocar vários cargos no objetivo é um pecado mortal e pode, definitivamente, eliminar o candidato de um processo. 

Denise Bojikian, especialista em RH do Vagas.com

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Denise Bojikian
 
O que não pode faltar: Fazer o exercício de pensar nas próprias realizações profissionais. O ideal é parar alguns dias para pensar nas experiências que já desenvolveu. Dessa forma, a redação sobre as atividades em cada empresa tende a ser mais sintética e verdadeira.
 
O que é totalmente dispensável: Referências profissionais. Não é recomendado e nem necessário colocar esse tipo de dado. Porém, é importante ter em mãos os nomes e telefones dos superiores ou subordinados caso a empresa solicite. 

Marcela Esteves, gerente de divisão da Robert Half

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Marcela Esteves
 
O que não pode faltar: Revisão gramatical. Tratando-se de um documento, a competência pode ser colocada em dúvida – por esse motivo deve ser elaborado com muita calma e atenção.
 
O que é totalmente dispensável: Trabalhos voluntários, crenças, hobby ou causas apoiadas pelo candidato. Essas são informações que só devem ser inseridas se tiverem relação direta com a vaga.


Fonte: http://exame.abril.com.br//carreira/noticias/o-que-e-obrigatorio-e-o-que-e-desnecessario-no-curriculo/lista

Currículos conforme sua personalidade e carreira

12 modelos de currículos para 6 fases da carreira

O currículo certo para cada momento de carreira

1/8 Getty Images
currículo

São Paulo - Muita gente tem o hábito de apenas ir adicionando experiências profissionais e cursos no currículo, na medida em que vai crescendo na carreira e ganhando vivência profissional.

Mas não é bem isso que os especialistas recomendam. De acordo com eles, o ideal é reformular o currículo de acordo com a fase da trajetória. Isso porque os destaques no currículo mudam de acordo com o objetivo que ele tem naquele momento. 

E que dados ganham espaço e quais informações perdem importância em cada fase de carreira? É isso que EXAME.com investigou com as consultorias de recrutamento e seleção. 

Confira 12 opções de modelos de currículo e as dicas dos especialistas para 6 fases da vida profissional:

Para quem não tem experiência

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modelo de currículo da Cia. de Talentos

Se você ainda está na faculdade ou terminou a graduação sem ter nenhuma experiência na área, a dica é analisar sua trajetória até agora e avaliar quais experiências poderiam contribuir para a oportunidade profissional em questão. 

De trabalhos voluntários, passando pela participação ativa em atividades acadêmicas como atlética, até cursos extracurriculares e viagens culturais – tudo pode ter sua vez no currículo. 

“Importante é trazer o perfil e as competências através de outras atividades que não as profissionais”, diz Maria Luiza Toledo, consultora da DMRH. De acordo com ela, o recrutador também vai investigar situações acadêmicas e até pessoais para ver como o jovem lida com desafios e mudanças.

Mas, atenção: só valem atividades que tenham relação direta com o trabalho em questão. 

“Precisa ter um aprendizado”, diz Bruna Dias, gerente de orientação de carreiras da Cia de Talentos. Listar só as disciplinas obrigatórias que você cursou também está fora de cogitação – todo recrutador sabe que cálculo faz parte do curso de engenharia, por exemplo. “O foco são as vivências que ele teve nesse momento acadêmico que se aproximam das experiências de mercado”, diz Maria Luiza.

Para quem quer ser trainee

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Modelo de currículo da Page Talent

A dica para cativar o recrutador do programa de trainee é simples: analise a fundo sua experiência até agora e mostre qual é o seu diferencial.

Neste sentido, além das atividades profissionais desempenhadas no passado, liste trabalhos voluntários e outras atividades que demonstrem que você tem espírito de equipe e potencial para liderança. O modelo disponibilizado pela Page Talent já traz espaço para colocar algumas destas atividades.

“A descrição do estágio deve ter consistência. O candidato deve falar quais eram as atribuições, as áreas em que atuou e descrever a abrangência de responsabilidade que teve”, afirma Lúcia Costa, diretora-geral da Mariaca|Career Star Group. 

Se a empresa não for tão conhecida, vale, em uma linha, descrevê-la com dados como setor de atuação, número de funcionários e faturamento. 

Para quem tem poucos anos de carreira

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modelo de currículo da Mariaca

Na fase de analista, saem de cena as informações mais ligadas aos tempos de faculdade e ganham espaço dados mais relevantes da própria experiência do profissional. “No campo de experiência não cabe mais empresa júnior, nem diretório acadêmico, nem trabalho voluntário”, diz Maria Luiza Toledo, da DMRH.

“As pessoas pensam que conforme cresce na carreira, o currículo também deve aumentar”, diz Lúcia, da Mariaca. Na prática, a história não é bem assim: currículo bom é currículo curto – principalmente, nos primeiros anos de carreira. 

Deixe apenas o que, realmente, for relevante para você. Mas, cuidado para não tirar experiências essenciais – como a passagem por uma empresa. 

Na opinião de Monah Saleh, da Thomas Case & Associados, optar por colocar a área de atuação, sem especificar o cargo pretendido logo no começo do currículo pode ser uma boa ideia. “A experiência de analista sênior em uma grande empresa pode garantir uma posição de coordenador em uma empresa menor”, explica.

Para coordenadores

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Modelo de currículo da Thomas Case & Associados

Se você mira uma oportunidade de coordenação ou já atua num cargo do tipo, a dica é qualificar sua experiência como líder. Como? “Cite o número de pessoas da equipe que você liderou e escolha um adjetivo que a descreva, mas também remeta a você”, diz Lúcia, da Mariaca.

“Vale destacar as responsabilidades que ele teve como sucessor do gerente, porque muitas vezes ele pode já ter substituído em férias ou reuniões”, diz Monah Saleh, da Thomas Case.

Falar que liderou uma equipe multidisciplinar ou uma equipe de alto desempenho também pode revelar sua capacidade para lidar com diferentes culturas corporativas ou seu foco em resultado. 

Monah sugere que o profissional faça um resumo do seu perfil profissional logo no começo. 

Só não pode exagerar no tamanho.
 

E não vale escolher adjetivos vazios. Lembre-se que na hora da entrevista, você precisará ter condições para destrinchá-los com dados e fatos. 

Para gerentes e diretores

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Modelo de currículo da Thomas Case & Associados para diretores

Segundo Lúcia, da Mariaca, para profissionais em níveis executivos, o campo ‘objetivo’ deve sair de cena. No lugar, entra uma descrição curta da trajetória de carreira. Exemplo: “Gerente financeiro/ controller com experiência em multinacionais”.

Este posicionamento serve, digamos, como o título ou slogan do currículo. É a informação que irá, de cara, chamar a atenção do recrutador e, por isso, pode estar com uma fonte maior. 

Mas, para Monah, da Thomas Case, o objetivo pode continuar para os gerentes, e, pode ser trocado por target no caso de diretores fluentes em inglês.

A dica é fazer o resumo de qualificações práticas com foco nos detalhes do anúncio da oportunidade profissional em questão. “Aqui é onde você deve colocar o que gostaria que o recrutador soubesse mesmo se a informação aparece no final do currículo”, diz Lúcia. “Em 5 pontos é possível resumir os principais aspectos da trajetória de da experiência”, lembra Maria Luiza Toledo, da DMRH. 

A partir de então a regra é mostrar o tamanho da cadeira que você ocupou em cada uma das etapas da carreira. Porte da empresa, tamanho da equipe que liderou, a quem você reportava e principais resultados devem ser elencados. Neste momento da carreira, o currículo pode chegar a duas páginas. E, segundo Lúcia, todos os cargos de liderança devem ser devidamente destrinchados. 

Para presidentes

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modelo de currículo da Mariaca para presidentes

Ao chegar ao cume da trajetória profissional, presidentes de empresa só pelo próprio cargo, de certa forma, já se bancam, explica Lúcia. Por isso, o currículo se torna mais enxuto e ocupa até uma página. “Ele tem que mostrar quem é este presidente”, afirma a especialista.
Comece pelo posicionamento. Faça uma espécie de título ou slogan da sua experiência profissional. Depois, um resumo de qualificações. A trajetória profissional vem em seguida com uma lista de até quatro dados sobre a última passagem. A partir daí, a dica é diminuir o número de informações sobre cada experiência. Citar estágios e idade é opcional, diz Lúcia.

Fonte: http://exame.abril.com.br//carreira/noticias/12-modelos-de-curriculos-para-6-fases-da-carreira/lista